Terceiro
Setor
Até 1930, a tradição
era da caridade cristã, baseada em valores assistencialistas
e paternalistas. Com Getúlio Vargas, o Estado assumiu
Responsabilidade Social mais efetiva, passando a financiar
as instituições, assim as organizações
acostumam-se a tomar o dinheiro público para atender
seus beneficiários.
Hoje o Terceiro Setor brasileiro é formado, em sua
maioria, por milhares de organizações muito
pequenas, fortemente concentradas nas regiões Sudeste
e Sul, criadas há pouco mais de uma década,
e ainda sob forte influência de movimentos religiosos
e dependentes do trabalho voluntário. Esta é
a conclusão geral a que se chega após a análise
dos dados apresentados pelo IBGEInstituto Brasileiro
de Geografia e Estatística, no final de 2004, em
seu estudo Perfil das Fundações Privadas
e Associações sem Fins Lucrativos.
A primeira impressão geral confirmada pelo estudo
refere-se ao crescimento do setor na última década.
O que antes eram apenas suspeitas de analistas mais pertinazes
ganhou respaldo estatístico: entre 1996 e 2002, o
número de organizações saltou de 107
mil para 276 mil. Chama a atenção no expressivo
aumento de 157% o fato de que ele é proporcionalmente
maior do que os 115% registrados para as demais Instituições
sem Fins Lucrativos (partidos, sindicatos e condomínios)
e os 66% assinalados para o conjunto de organizações
(públicas, privadas lucrativas e privadas não-lucrativas)
integrantes do Cempre --Cadastro Central de Empresas. Em
1996, as associações sem fins lucrativos e
fundações privadas representavam 3% do Cempre.
Hoje são 5%.
O Terceiro Setor e os seus 5 grandes desafios:
1º O desafio da legitimação
- Aumentar as informações básicas sobre
as organizações, ampliando a visibilidade
pública.
- Educar a população sobre o setor e suas
atividades.
- Desenvolver legislação que favoreça
o direito de associação, elaborar códigos
de ética e exigir a prestação pública
de contas.
2º O desafio da colaboração
- Estabelecer uma cultura de colaboração entre
organizações do Terceiro Setor, governos,
empresas, criando condições para alianças
e parcerias baseadas numa combinação de interesses
e expectativas e em mecanismos como redes, terceirização
de serviços sociais, ambientes estimulados por responsabilidade
social.
3º O desafio da justiça social
- A missão das organizações de Terceiro
Setor é promover a justiça social. Ao contrário
das empresas que nascem para se perpetuar, as organizações
do Terceiro Setor nascem para acabarem no dia em que for
solucionado o problema social que lhes deu origem.
4º O desafio da sustentabilidade
- Dotar as organizações da capacidade de estabelecer
relações produtivas com os seus públicos
de interesse, que assegurem o conjunto de recursos (humanos,
financeiros e materiais) de que necessita para cumprir sua
missão.
5º O desafio da eficácia
Desenvolver os gestores de organizações, capacitando-os
em ferramentas como planejamento estratégico, elaboração
de projetos, gestão de pessoas, gestão financeira,
comunicação e marketing, captação
de recursos e avaliação de resultados.